sexta-feira, 25 de maio de 2012

Síndrome faz garoto autista de 5 anos mastigar até as cortinas de casa

Zach tem um raro distúrbio que o faz comer qualquer coisa

Zach Tahir, um garoto de apenas cinco anos de idade, está sofrendo com um raro distúrbio que não o deixa distinguir a comida de objetos. Ele, que é autista e não consegue falar, tenta mastigar qualquer coisa que esteja em sua frente — até as paredes.

E o problema está afetando até sua mãe, Rachel, de 32 anos, que vive com ele e uma irmã de dois anos em Salford, perto de Manchester, na Inglaterra. Além de estar exausta por ter que passar o dia todo evitando que ele mastigue as coisas, ela precisa trocar sempre as cortinas e peças da casa que ele mastigou.

Para tentar ajuda, Rachel está mantendo um tipo de "diário" no Facebook, em que ela posta fotos do que ele tentou mastigar, todo dia, segundo o tabloide The Sun.

— Zach tem a síndrome de Pica, o que faz ele querer comer quase tudo. Ele normalmente dorme duas horas por noite, mas varia. O resto do tempo ele está fazendo barulho e comendo qualquer coisa que ele consiga pegar. Recentemente, saco de dormir. Ele comeu o lado de dentro de dois deles.

Os "petiscos" favoritos de Zach incluem papel, roupa, lama, musgo, pedras e cabelo. Sua mãe, é claro, tenta impedir que ele coma essas coisas, mas diz que ele é muito rápido.

Agora ela tenta desesperadamente levantar 15 mil libras (cerca de R$ 48 mil) para construir um quarto seguro para Zach, sem nada que ele possa mastigar.

Fonte http://noticias.r7.com



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em Abril, o Brasil veste azul

É gratificante ver como as coisas estão mudando em relação ao Autismo no Brasil. Muitos passos ainda precisam ser dados, afinal conscientizar ainda é o primeiro. Hoje, apesar de muitos não saberem ao certo o que é, já sabem que existem milhares de crianças no Brasil diagnosticadas.
E o grande desafio está exatamente no diagnóstico pois este quando feito precocemente garante um excelente prognóstico para a criança e para a qualidade de vida dos pais e familiares.
Como detectar o autismo em uma criança?
Ainda no desenvolvimento social da criança, podemos ver sinais que podem indicar:

- Acentuada falta de reconhecimento da existência ou dos sentimentos dos demais.
- Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
- Ausência de capacidade de imitação.
- Ausência de relação social.
- Ausência de vias de comunicação adequadas.
- Anormalidade na comunicação não verbal.
- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação.
- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem.
- Movimentos corporais estereotipados.
- Preocupação persistente por parte de objetos.
- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente.
- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes.
- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.

É muito importante que logo após o diagnóstico, os pais passem por orientação psicológica, afinal é muito difícil aceitar um diagnóstico definitivo na vida de um filho que até então era visto como uma criança normal. Lembramos que o autismo é benigno e com terapias e intervenção precoce pode-se socializar a criança de modo que ela leve uma vida quase normal, podendo inclusive frequentar escola regular, ter uma profissão. O primeiro passo é acreditar que seu filho pode, afinal os autistas podem desenvolver habilidades de forma brilhante como música, cálculos, desenho. E acima de tudo orgulhe-se sempre a cada conquista, afinal não foi a toa que lhe foi dada esta missão.

Beth Moreno

quarta-feira, 7 de março de 2012

Equoterapia: a cura a galope

Com auxílio de cavalos, profissionais da saúde tratam pacientes das mais variadas patologias no Recife

Publicado em 12/02/2012, às 09h30 Fonte http://jconline.ne10.uol.com.br

Eduardo Donida

Medicina e modernidade sempre andaram de mãos dadas na história da evolução do homem. Mas quem diria que, em pleno século 21, seria um dos relacionamentos mais antigos, o entre homens e cavalos, que surgiria como canal de acesso a curas. Tal paradoxo se tornou possível através da equoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação e desenvolvimento para pessoas com deficiências.

Introduzida no Brasil desde a década de 1970 e legitimada em 1989, com a criação da Associação Nacional de Equoterapia (ANDA - Brasil), a prática faz parte do que se pode chamar de Terapias Assistidas por Animais (TAA), ou zooterapia, e já tem seus adeptos no Recife. Uma delas é a doutora Ana Paula Nóbrega, diretora do Centro Elohim de Equoterapia, localizado no Parque de Exposições, no Cordeiro, e que atende a aproximadamente 42 praticantes das mais variadas idades.

“Para iniciar o tratamento, é recomendado que a criança tenha a partir de dois anos, mas não existe idade máxima. E os benefícios podem ser vistos logo na questão física: a andadura do cavalo é muito semelhante à marcha humana, sendo assim um instrumento cinesioterapêutico, o que serve como um estímulo para quem monta, trabalhando questões como o equilíbrio, a coordenação, a independência. Mas, mais além do que estimular a parte motora, a equoterapia trabalha o lado relacional dos praticantes”, contou a diretora.

De fato, o trabalho realizado com o auxílio dos animais abrange as mais variadas necessidades. É o caso das neuropatias (epilepsia, poliomielite, AVC, Doença de Parkinson), problemas cardiovasculares ou respiratórios, síndrome de Down, distúrbios comportamentais, sensoriais, emocionais (insônia, ansiedade, stress), dislexia, sequelas de queimaduras e até mesmo deficiências ortopédicas, como problemas de postura, artrite reumatoide, artrose, má formação da coluna.

No caso de pessoas mais idosas, por exemplo, a equoterapia pode atuar impulsionando a autoconfiança, reduzindo o perigo e a ocorrência de quedas e a depressão. Prova disso é Enedina Paes, de 75 anos, que iniciou o tratamento para amenizar sequelas de um AVC.

“Dona Enedina perdeu a capacidade de vocalizar, só se comunica com os olhos e com gestos. O que observamos é o que a família nos traz, a alegria que ela sente desde antes de sair de casa e, principalmente, durante a sessão. Seu semblante muda. Além de ela vir apresentando melhora no controle do tronco, equilíbrio postural e maior mobilidade dos membros do lado esquerdo do corpo, que foi afetado”, comentou Ana Paula.

O tratamento não é exaustivo. As sessões acontecem apenas uma vez por semana e duram cerca de 40 minutos. No caso do Centro Elohim, os trabalhos são realizados de segunda à quinta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Além disso, são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, educador físico e pelo equitador. Todos com formação em equoterapia.

“Não é mesmo uma metodologia tradicional, mas é complementar, não dispensando as outras terapias. Prefiro dizer que são intervenções assistidas com animais, e não por eles. Porque o cavalo age como um coterapeuta”, comentou Ana Paula. “Muitos pensam que se tratam de ‘tias’ colocando os meninos para brincar com os animais, como em um carrossel. Mas há todo um estudo por trás de cada ato, há uma ciência, e o trabalho vem mostrando resultados. Já tivemos casos, por exemplo, de praticantes que obtiveram marcha independente depois do tratamento quando não tinham prognóstico médico pra isso”, concluiu, referindo-se a pacientes que passaram a andar sozinhos após a equoterapia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

ESPERANÇA!

17/02/2012 -- 14h35
Cérebro de autistas tem alterações aos 6 meses de idade
Crianças que desenvolvem a doença apresentam modificações ainda bebês
Um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte descobriu diferenças significativas no desenvolvimento do cérebro aos seis meses de idade em crianças com alto risco que desenvolveram autismo mais tarde, comparado às crianças de alto risco mas que não tiveram a doença diagnosticada.

"É uma descoberta promissora", diz Jasno Wolff, líder do estudo. "Neste ponto, é um passo preliminar mas enorme em direção ao desenvolvimento de um biomarcador para risco para diagnosticar a doença", acrescenta.

O estudo também sugere que o autismo não aparece repentinamente nas crianças pequenas, mas se desenvolve ao longo do tempo durante a infância. Isso aumenta a possibilidade "de sermos capazes de interromper o processo com uma intervenção adequada", diz.

Os resultados são os mais recentes do estudo em andamento Infant Brain Imaging Study (IBIS). Os cientistas avaliaram 92 crianças que tinham irmãos mais velhos com autismo e que, portanto, eram considerados de alto risco para a doença. Eles passaram por exames de ressonância magnética aos 6 meses de idade e testes de comportamento aos 24 meses. A maioria também passou novamente por exames de imagem aos 12 e 24 meses.

Com dois anos de idade, 28 crianças (30%) preencheram os critérios desordens do autismo, enquanto 64 (70%) não. Os dois grupos tinham diferenças no desenvolvimento das fibras da substância branca - que conectam regiões do cérebro.

"A evidência, que implica múltiplos caminhos de fibras, sugere que o autismo é um fenômeno do cérebro todo e não de regiões isoladas", diz Wolff

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amar lança campanha para divulgar autismo


Você sabia que Rio Grande é a primeira cidade no Estado a ter uma escola pública dedicada ao ensino de alunos autistas? Se não sabia, não sinta-se desinformado, você não é o único. Muitos no Município ainda desconhecem até sobre o que se trata esse transtorno. Essa falta de informação e também a necessidade de centralizar o tratamento das pessoas que precisam dele em um só local motivou a Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande (Amar) a realizar uma campanha no Município.

O presidente da associação, Nei Carlos Antonio Rodrigues, é pai de uma aluna da escola, e busca para o Município a construção de um Centro de Tratamento Multidisciplinar, para atender portadores do autismo e transtornos relacionados, de uma forma completa e direcionada.

A ideia é centralizar em um só local o atendimento com neurologista, psiquiatra, psicólogo, dentista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social, entre outros. Conforme Rodrigues, o objetivo é de que se tenha um centro nos mesmo moldes do “Centro de Reabilitação Neurológico de Pelotas” (Cerenepe), que atende pessoas portadoras de necessidades especiais.

“Quem tem um filho autista sabe a dificuldade que é levá-lo para realizar um atendimento em postos de saúde ou consultório. Qualquer atividade que saia fora da rotina deles causa uma reação. Eles não têm paciência de esperar em uma fila. E as pessoas que estão no local geralmente não entendem isso, ficam com medo, enfim”, explica ele. Com isso, segundo ele, muitos pais acabam deixando os filhos sem o tratamento necessário, o que agrava o desenvolvimento da pessoa.

Inicialmente, a campanha visava a angariar recursos para a construção desse centro. Para isso, a Amar criou uma equipe de telemarketing, que se comunica com a comunidade buscando contribuições. No entanto, grande parte das pessoas não sabe do que se trata o autismo. “Há pessoas que confundem com artistas, e acham que estão contribuindo com uma instituição de artistas”, conta Rodrigues.

Por isso, a luta agora é também para que as pessoas conheçam o problema. Segundo o presidente da associação, pesquisas recentes apontam que há cerca de um milhão de brasileiros com algum transtorno relacionado ao autismo, no entanto, não há dados de quantos realizam efetivamente o tratamento.