Autismo, uma missão de amor Conheça um pouco a história de Isabella.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Dr. Wanderley Domingues no programa do Ronie Von
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Atendimento psicológico para os pais
O fato é que muitas mães, assim como seus filhos autistas devem também ser acompanhadas por especialistas de apoio como psicólogos. O apoio da família também é fundamental.
Muitas mães se sentem sozinhas nesta missão achando que ninguém mais poderá ajudá-la fazendo-as a acreditar que no futuro seu filho ficará sozinho no mundo. Outra verdade é que desde o diagnóstico esse apoio pode evitar que a mãe desenvolva um quadro depressivo muito comum após seu filho ser diagnosticado. A sensação que uma mãe sente ao ter seu filho diagnosticado é de perda. Perdemos o filho normal para ganhar o filho autista. Aceitamos qualquer outra coisa menos o diagnóstico de autismo.
Famílias fiquem atentas, mães também. Procurem ajuda, a maioria das instituições para autistas oferecem também apoio psicológico para os pais. Os pais também tem que participar, a família também pois todos são a base para o futuro da criança. Essa missão é da mãe, mas também da família.
E não tenham receio nenhum em pedir ajuda. Isso só vai melhorar sua qualidade de vida e a do seu filho.
Vejam as instituições que oferecem tratamento, diagnóstico e apoio para pais e familiares:
AMA Associaçãod e Amigos do Autista
(011) 3272-8822
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 10 de julho de 2012
Desencontro, com Fátima Bernardes
Bom, é com imenso pesar que digo que fiquei muito decepcionada com o programa. Como jornalista, achei que foi superficial. Faltou, no mínimo, ouvir todos os lados. É básico. Você aprende no primeiro período de faculdade. Mesmo se não aprendesse, é o que diz o bom-senso. Como mãe de criança especial, fiquei triste. E revoltada.
Não vou citar nomes. Conhecia (mesmo que de facebook ou de listas de discussão no yahoo) boa parte dos entrevistados e das pessoas que estavam ao vivo. Em primeiro lugar, o tema é sério e foi tratado em meio a comemorações, piadinhas e entradas ao vivo de torcedores e jornalistas sobre a conquista da Libertadores do Corinthians na noite anterior. Nada contra os corintianos. Sou casada com um, o meu filho mais velho, o Thiago, de 5 anos, faz parte do "bando de loucos" e estou tentanto trazer o Luca, meu caçula de 4 anos, se manter fiel ao meu time do coração, o Atlético-MG. Mas, as entrevistas e as matérias gravadas eram interrompidas toda hora com piadinhas e depoimento das pessoas nas ruas de São Paulo sobre o Timão. Completamente fora de contexto.
O programa é ao vivo e o minuto na Rede Globo custa muito caro. Sabemos disso. Por isso, as pessoas que fossem escolhidas para falar, tinham de realmente dar um quadro do que é a inclusão no Brasil. Entrevistaram um senhor de um órgão público qualquer, que disse com todas as letras que existem sim programas públicos de atendimento a autistas e outras síndromes no Rio de Janeiro.
Meu senhor, existem dois: o Cema, na Av. Presidente Vargas, cuja lista de espera é de 70 crianças e existe o Instituto Fernandes Figueirae, da UFRJ, em Botafogo, que já não aceita novos pacientes há mais de dois anos. Conheço ONGs que cobram quase o valor das sessões normais. Outras são gratuitas, mas exigem que você tenha renda familiar de um salário mínimo! Realmente, quem ganha mais do que R$ 600 por mês já pode pagar todo o tratamento para os seus filhos autistas! Os profissionais cobram de R$ 70 a R$ 200 por sessão. Os planos de saúde reembolsam, quando reembolsam, R$ 25 de consultas e o número de especialidades é limitado.
Uma criança autista precisa de 15 a 20 horas semanais de terapia - fora a escola -, com fono, terapeuta ocupacional, psicóloga, nutricionista, psicomotrista e alguma intervenção sensorial. É o mínimo. O ideal é que tenha ainda equoterapia, ginástica olímpica, natação, psiquiatra e terapias especializadas como ABA, Floortime, DIR e outros. Tudo isso é gratuito em países como os Estados Unidos e Austrália, por exemplo.
Fiquei triste, porque o programa reforçou duas coisas que as pessoas de maneira geral pensam: que inclusão é fácil de se fazer (é só jogar uma criança diferente numa sala de 25 alunos e pronto!) e que os autistas são pessoas privilegiadas, com uma inteligência fora do normal, que só não conseguem se expressar e se relacionar direito. Afinal, tem muita gente famosa autista: Einstain, Bill Gates, Leonardo da Vinci... sim, todos esses estão nos 10% do Rain Man.
Inclusão poderia ser fácil de se fazer, se vivêssemos em um mundo que tolerasse as diferenças, o que não é verdade. Nossa sociedade discrimina quem é magro demais, gordo demais, preto demais, asiático demais, branco demais, indígena demais, pobre demais, rico demais, feio demais, baixo demais, alto demais....
No dia em que pais de crianças neurotípicas se derem conta que o filho dele vai crescer um ser humano mais tolerante, civilizado e melhor se conviver com a diferença desde novo, a inclusão vai acontecer. Quando as escolas se derem conta que os diferentes precisam de currículo adaptado para continuarem acompanhando os colegas, a inclusão vai acontecer. Estamos a centenas de anos disso... Conheço uma mãe que já foi a mais de 70 escolas para incluir seu filho autista de 14 anos que fala, lê, faz conta e escreve, mas não consegue, por exemplo, fazer conta de raiz quadrada, nem escrever com letra cursiva.
Será que as pessoas têm noção de como é difícil para uma criança que veio ao mundo física, emocional e neurologicamente programada para ter dificuldade em aprender e se socializar (duas coisas que se faz na escola), conseguir escrever, ler, falar e entrar numa sala de aula sem surtar em pânico? E as pessoas querem que ela só siga na escola se souber fazer raiz quadrada???? É demais para mim, sério... A desculpa das escolas é que se ele usar calculadora para esse tipo de cálculo, os outro pais vão querer que seus filhos também usem.
A primeira escola que o Luca frequentou, onde ele ficou seis meses, me ligava para buscá-lo mais cedo quase todos os dias, pelos motivos mais estapafúrdios: porque ele não queria ficar de tênis (no calor de matar desse Rio de Janeiro), porque ele fazia birra (claro, na primeira birra que ele fez, a professora-ajudante o levou para o parquinho e ele descobriu que esse era o caminho mais fácil para se divertir)... e por aí afora. Quis colocar uma mediadora, mas eles não aceitaram. Sugeriram, nas entrelinhas, que eu o medicasse. Medicar uma criança que não tinha nem 3 anos!!! É esse o país da inclusão. Que manda dopar suas crianças para que elas entrem em sala quietas, mudas, sem falar, sem aprender, sem evoluir.
Não existe inclusão nesse país! De forma geral, o quadro é assim: Os pais de filhos neurotípicos fingem que aceitam as diferenças, as professoras fingem que estão preparadas, a escola finge que está confortável com a presença desse "ser incômodo", o governo finge que tem programas de especializados e gratuitos, e nós, mães e pais especiais, fingimos que não dói ver nosso filhos à margem da educação. Pensando bem, agora, depois desse post em tom de desabafo, a coitada da Fátima Bernardes não tem culpa do que aconteceu no "Desencontro" da última quinta-feira. E falo isso sério, sem ironia. O programa dela foi, na verdade, o retrato da inclusão no Brasil: superficial, nada objetivo, com pouco tempo para discussão e mais preocupado com o futebol do que com a educação!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O QUE NOS PEDIRIA UM AUTISTA
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Janelinha para o mundo - Autismo: Entrevista com Alysson Muotri
segunda-feira, 28 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Síndrome faz garoto autista de 5 anos mastigar até as cortinas de casa
Zach Tahir, um garoto de apenas cinco anos de idade, está sofrendo com um raro distúrbio que não o deixa distinguir a comida de objetos. Ele, que é autista e não consegue falar, tenta mastigar qualquer coisa que esteja em sua frente — até as paredes.
E o problema está afetando até sua mãe, Rachel, de 32 anos, que vive com ele e uma irmã de dois anos em Salford, perto de Manchester, na Inglaterra. Além de estar exausta por ter que passar o dia todo evitando que ele mastigue as coisas, ela precisa trocar sempre as cortinas e peças da casa que ele mastigou.
Para tentar ajuda, Rachel está mantendo um tipo de "diário" no Facebook, em que ela posta fotos do que ele tentou mastigar, todo dia, segundo o tabloide The Sun.
— Zach tem a síndrome de Pica, o que faz ele querer comer quase tudo. Ele normalmente dorme duas horas por noite, mas varia. O resto do tempo ele está fazendo barulho e comendo qualquer coisa que ele consiga pegar. Recentemente, saco de dormir. Ele comeu o lado de dentro de dois deles.
Os "petiscos" favoritos de Zach incluem papel, roupa, lama, musgo, pedras e cabelo. Sua mãe, é claro, tenta impedir que ele coma essas coisas, mas diz que ele é muito rápido.
Agora ela tenta desesperadamente levantar 15 mil libras (cerca de R$ 48 mil) para construir um quarto seguro para Zach, sem nada que ele possa mastigar.
Fonte http://noticias.r7.com
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Em Abril, o Brasil veste azul
É gratificante ver como as coisas estão mudando em relação ao Autismo no Brasil. Muitos passos ainda precisam ser dados, afinal conscientizar ainda é o primeiro. Hoje, apesar de muitos não saberem ao certo o que é, já sabem que existem milhares de crianças no Brasil diagnosticadas. - Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
- Ausência de capacidade de imitação.
- Ausência de relação social.

- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação.
- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem.
- Movimentos corporais estereotipados.
- Preocupação persistente por parte de objetos.
- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente.
- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes.
- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Equoterapia: a cura a galope
Com auxílio de cavalos, profissionais da saúde tratam pacientes das mais variadas patologias no Recife
Publicado em 12/02/2012, às 09h30 Fonte http://jconline.ne10.uol.com.br
Eduardo Donida
Medicina e modernidade sempre andaram de mãos dadas na história da evolução do homem. Mas quem diria que, em pleno século 21, seria um dos relacionamentos mais antigos, o entre homens e cavalos, que surgiria como canal de acesso a curas. Tal paradoxo se tornou possível através da equoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação e desenvolvimento para pessoas com deficiências.
Introduzida no Brasil desde a década de 1970 e legitimada em 1989, com a criação da Associação Nacional de Equoterapia (ANDA - Brasil), a prática faz parte do que se pode chamar de Terapias Assistidas por Animais (TAA), ou zooterapia, e já tem seus adeptos no Recife. Uma delas é a doutora Ana Paula Nóbrega, diretora do Centro Elohim de Equoterapia, localizado no Parque de Exposições, no Cordeiro, e que atende a aproximadamente 42 praticantes das mais variadas idades.
“Para iniciar o tratamento, é recomendado que a criança tenha a partir de dois anos, mas não existe idade máxima. E os benefícios podem ser vistos logo na questão física: a andadura do cavalo é muito semelhante à marcha humana, sendo assim um instrumento cinesioterapêutico, o que serve como um estímulo para quem monta, trabalhando questões como o equilíbrio, a coordenação, a independência. Mas, mais além do que estimular a parte motora, a equoterapia trabalha o lado relacional dos praticantes”, contou a diretora.
De fato, o trabalho realizado com o auxílio dos animais abrange as mais variadas necessidades. É o caso das neuropatias (epilepsia, poliomielite, AVC, Doença de Parkinson), problemas cardiovasculares ou respiratórios, síndrome de Down, distúrbios comportamentais, sensoriais, emocionais (insônia, ansiedade, stress), dislexia, sequelas de queimaduras e até mesmo deficiências ortopédicas, como problemas de postura, artrite reumatoide, artrose, má formação da coluna.
No caso de pessoas mais idosas, por exemplo, a equoterapia pode atuar impulsionando a autoconfiança, reduzindo o perigo e a ocorrência de quedas e a depressão. Prova disso é Enedina Paes, de 75 anos, que iniciou o tratamento para amenizar sequelas de um AVC.
“Dona Enedina perdeu a capacidade de vocalizar, só se comunica com os olhos e com gestos. O que observamos é o que a família nos traz, a alegria que ela sente desde antes de sair de casa e, principalmente, durante a sessão. Seu semblante muda. Além de ela vir apresentando melhora no controle do tronco, equilíbrio postural e maior mobilidade dos membros do lado esquerdo do corpo, que foi afetado”, comentou Ana Paula.
O tratamento não é exaustivo. As sessões acontecem apenas uma vez por semana e duram cerca de 40 minutos. No caso do Centro Elohim, os trabalhos são realizados de segunda à quinta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Além disso, são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, educador físico e pelo equitador. Todos com formação em equoterapia.
“Não é mesmo uma metodologia tradicional, mas é complementar, não dispensando as outras terapias. Prefiro dizer que são intervenções assistidas com animais, e não por eles. Porque o cavalo age como um coterapeuta”, comentou Ana Paula. “Muitos pensam que se tratam de ‘tias’ colocando os meninos para brincar com os animais, como em um carrossel. Mas há todo um estudo por trás de cada ato, há uma ciência, e o trabalho vem mostrando resultados. Já tivemos casos, por exemplo, de praticantes que obtiveram marcha independente depois do tratamento quando não tinham prognóstico médico pra isso”, concluiu, referindo-se a pacientes que passaram a andar sozinhos após a equoterapia.
quinta-feira, 1 de março de 2012
ESPERANÇA!
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domingo, 8 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Amar lança campanha para divulgar autismo
Você sabia que Rio Grande é a primeira cidade no Estado a ter uma escola pública dedicada ao ensino de alunos autistas? Se não sabia, não sinta-se desinformado, você não é o único. Muitos no Município ainda desconhecem até sobre o que se trata esse transtorno. Essa falta de informação e também a necessidade de centralizar o tratamento das pessoas que precisam dele em um só local motivou a Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Rio Grande (Amar) a realizar uma campanha no Município.
O presidente da associação, Nei Carlos Antonio Rodrigues, é pai de uma aluna da escola, e busca para o Município a construção de um Centro de Tratamento Multidisciplinar, para atender portadores do autismo e transtornos relacionados, de uma forma completa e direcionada.
A ideia é centralizar em um só local o atendimento com neurologista, psiquiatra, psicólogo, dentista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social, entre outros. Conforme Rodrigues, o objetivo é de que se tenha um centro nos mesmo moldes do “Centro de Reabilitação Neurológico de Pelotas” (Cerenepe), que atende pessoas portadoras de necessidades especiais.
“Quem tem um filho autista sabe a dificuldade que é levá-lo para realizar um atendimento em postos de saúde ou consultório. Qualquer atividade que saia fora da rotina deles causa uma reação. Eles não têm paciência de esperar em uma fila. E as pessoas que estão no local geralmente não entendem isso, ficam com medo, enfim”, explica ele. Com isso, segundo ele, muitos pais acabam deixando os filhos sem o tratamento necessário, o que agrava o desenvolvimento da pessoa.
Inicialmente, a campanha visava a angariar recursos para a construção desse centro. Para isso, a Amar criou uma equipe de telemarketing, que se comunica com a comunidade buscando contribuições. No entanto, grande parte das pessoas não sabe do que se trata o autismo. “Há pessoas que confundem com artistas, e acham que estão contribuindo com uma instituição de artistas”, conta Rodrigues.
Por isso, a luta agora é também para que as pessoas conheçam o problema. Segundo o presidente da associação, pesquisas recentes apontam que há cerca de um milhão de brasileiros com algum transtorno relacionado ao autismo, no entanto, não há dados de quantos realizam efetivamente o tratamento.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Não confunda pena com respeito
Sem perceber você de certa forma diferencia o tratamento, não para atender as necessidades especiais daquela pessoa, mas uma preocupação com sua própria conduta.
Muitos também confundem respeito com compaixão o que é um grande erro. Deficiente não precisa da sua pena e sim de um tratamento o mais igualado possível as demais pessoas.
Apenas o cenário muitas vezes precisa ser adaptado no intuito de auxiliá-lo para que ele conquiste cada vez mais sua independência para realizar as atividades do dia-a- dia, como pegar um ônibus, um metrô, poder entrar em um comércio.
O deficiente mental, muitas vezes tem uma capacidade de compreensão muito além do que demonstra, por isso até mesmo para ajudar no seu desenvolvimento, não trate-o como alguém extremamente limitado de entendimento.
Não se esqueça que qualquer um de nós podemos ficar deficientes um dia ou vir a ter um filho nestas condições ou até mesmo um familiar.
Devemos aprender que a deficiência não é sinônimo de incapacidade ou limitação.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Cães terapeutas ajudam no tratamento de autistas e pessoas com HIV
14/09/2011 - 16:00
Especial para EPTV.com - Felipe Souza
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O primeiro autista a defender uma tese de mestrado do Brasil, Daniel Ribeiro Jansen Ferreira, de 33 anos, ganhou a labradora Luana há sete anos. O cão ajudou a melhorar a coordenação motora do campineiro e a relação dele com as pessoas. Aos poucos, Jansen, que tem Síndrome de Aspenger, uma forma que afeta menos o lado intelectual do paciente, passou a ganhar confiança e aprendeu a abraçar, o que não fazia antes de ter o animal. Depois de quatro anos, o estudante se formou em biologia na Unicamp em 2003 e dois anos depois defendeu uma tese de mestrado na mesma área.
Veja galeria de fotos dos cães terapeutas
Essa foi a inspiração para que a mãe dele, Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira, fundasse a ONG Ateac (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas), onde, uma vez por semana, 700 autistas recebem a visita de cães terapeutas, em três hospitais da cidade. Feliz com a evolução do filho levou Sílvia a sugerir o tratamento para outras pessoas. “Meu filho é autista de auto-atendimento e tinha os movimentos muito limitados, mas depois que ele ganhou o cão começou a sorrir, abraçar e brincar. Senti que isso deveria ser expandido para que outros pais pudessem ter a mesma alegria que eu”, disse a presidente da ONG.
Os trabalhos no local são feitos por 68 voluntários, com 63 cães. Exceto a psicóloga, todos os funcionários trabalham sem receber nada em troca, inclusive o adestrador e os três veterinários.
Durante o tratamento, os assistidos podem passar a mão, abraçar e fazer todo o tipo de carinho com os cães e até fazer atividades de agilidade, como pular através de bambolês. Mas o mais importante é a interação. A mãe de David de Jesus Dias, de 13 anos, Rosemeire de Jesus de Souza Oliveira disse que o filho teve um grande desenvolvimento social depois do início do tratamento. “Ele frequenta escola da Adacamp há cinco anos. Desde então ele passou a respeitar as pessoas, a ser mais calmo e dificilmente fica nervoso”, afirma Rosemeire.
A mãe de David disse que o filho tinha medo de alguns cachorros e maltratava outros. “Antes ele queria puxar as orelhas e pernas dos cachorros e de alguns ele tinha medo. Hoje ele só faz carinho e sente saudade quando fica alguns dias sem ir às aulas”, disse Rosemeire. Ela também lembrou uma situação triste do filho, que não se repetiu depois do início do tratamento. “Ele era muito impaciente e tinha muitas crises. Uma vez ele quebrou tudo dentro de casa, hoje isso não ocorre mais. Ele melhorou 90%”, afirmou a mãe de Deivid.
Resultado
O tratamento tem resultados imediatos. “Logo no primeiro contato com os cães, as pessoas geralmente já esboçam um sorriso. As mães falam que as crianças sentem saudade quando vamos embora”, diz a presidente da ONG. Mas as mudanças mais profundas podem ser vistas depois de um trabalho a longo prazo. “É um trabalho de formiguinha e a evolução vem com o tempo através dos gestos, do carinho e da alegria que eles demonstram”, completa Sílvia.
Cães
Os animais que fazem as visitas aos pacientes têm um tratamento especial. Antes de participarem das atividades da ONG, eles passam por uma análise para identificar se o cão não é bravo, nem está doente. Os selecionados também passam por adestramento e treinamentos de socialização. Além disso, todos devem estar com vacinação em dia e tomam banho antes de cada visita.
Doações
O projeto está em expansão, com propostas de hospitais de Valinhos, Vinhedo e Americana, mas não recebe verbas do Governo. A única fonte de dinheiro do projeto são as doações. Os interessados em contribuir financeiramente podem saber como no site da Afeac.
O telefone para informações sobre a ONG é o (19) 3287-7317.
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